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Entendendo os elementos da Intertextualidade

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Tira Teima!!!


Qual é a relação entre paráfrase e Tradução?

R: A paráfrase você reescreve uma obra utilizando palavras diferentes, porém sem alterar o seu sentido original, a tradução e semelhante, é a interpretação de u mtexto ou uma música em uma lingua, podemos dizer que a tradução é um arranjo, no arranjo um músico se apropria da obra alheia e introduz maneiras pessoais de interpretar o texto musical original, isso se chama co-autor.

Como o uso da paráfrase e da paródia podem favorecer a releitura de um texto intertextualizado?

R: Com o uso da paráfrase podemos reescrever um texto utilizando suas palavras sem que o texto perca seu sentido principal, já a paródia é uma imitação porém na maioria das vezes cômica, sendo assim, ao ouvirmos uma música parodiada ou um texto parafraseado, se tivermos conhecimento de mndo, saberemos qual a música parodiada ou qual texto foi parafraseado. Automaticamente fazemos essa ligação do original para o modificado.

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PASTICHE

Etimologicamente derivado da palavra italiana pasticcio (massa ou amálgama de elementos compostos), pastiche era aplicado pejorativamente, no campo da pintura, a quadros forjados com tal perícia imitativa que procuravam ser confundidos com os originais. Durante a Renascença, devido à crescente procura de obras de arte em Florença e Roma, muitos pintores medíocres foram levados a imitar quadros de grandes mestres italianos, com intenções fraudulentas. O conceito viajou para França e pasticcio converteu-se no galicismo pastiche, no século XVIII. Permitindo nomear uma práctica que é bastante anterior à criação do termo (note-se que a imitação dos clássicos era já recomendada por Quintiliano e por toda a tradição retórica), o pastiche literário, em termos genéricos, refere-se a obras artísticas criadas pela reunião e colagem de trabalhos pré-existentes. Imitação afectada do estilo de um ou mais autores, o pastiche, forma claramente derivativa, põe a tónica na manipulação de linguagens, contrapondo diversos registos e níveis de língua com finalidade paródica ou simplesmente estética e lúdica. Deliberadamente cultivado por inúmeros autores, o pastiche afirma-se como a escrita “à maneira de”. Faz uso de processos como a adaptação (modificação de material artístico de género para género e de uma forma para outra distinta), a apropriação (o empréstimo deliberado), o bricolage (a criação a partir de fontes e modelos heterogéneos) e a montagem.

Hipertexto

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O que é Hipertexto?


Hipertexto
é o termo que remete a um texto em formato digital, ao qual agrega-se outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. Esses links ocorrem na forma de termos destacados no corpo de texto principal, ícones gráficos ou imagens e têm a função de interconectar os diversos conjuntos de informação, oferecendo acesso sob demanda as informações que estendem ou complementam o texto principal. O conceito de "linkar" ou de "ligar" textos foi criado por Ted Nelson nos anos 1960 e teve como influência o pensador francês Roland Barthes, que concebeu em seu livro S/Z o conceito de "Lexia", que seria a ligação de textos com outros textos.

No meio do caminho tinha pedra!

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Entendendo a Intertextualidade

O texto da propaganda a seguir foi veiculado para a divulgação de um projeto de educação ambiental, patrocinado pela empresa de turismo Soletur e orientado pelo IBAMA. Ele dialoga com o poema de Drummond, transcrito abaixo:
Texto Publicitário

No meio do caminho
Tinha uma pedra
E uma ponta de cigarro
E uma lata
E um saco plástico
E até cacos de vidro.


No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

(Carlos Drummond de Andrade)



Que tipo de Intertextualidade é estabelecido?

A Intertextualidade existente é a paráfrase porque o texto publicitário foi escrito usando um elemento do texto original de Carlos Drummond ''No meio do caminho tinha uma pedra'', fazendo com que apartir do texto original seja possível um associação entre ambos.

Pode-se dizer que o sentido atribuído ao texto de Drummond e ao texto da publicidade é o mesmo?

Sim, em ambos os textos é possível identificar a presença de um empecilho ou de um problema. No texto publicitário utilizado por um projeto de educação ambiental faz um alerta referindo aos males causados ao meio ambiente. Já no texto de Drummond a pedra referida pelo autor quer dizer um problema em sua vida, porém não é tão aparente quanto no texto publicitário, onde os mesmo são citados.


Parodiando

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TERREMOTO DA CANÇÃO
Paródia da canção de Adriana Calcanhoto - Mentiras

Nada ficou no lugar
Os móveis andaram na risca
Perdi todas as coisas
Até as minhas roupas

(refrão)
Só pra ver se o tempo para
Só pra ver e mais ninguém
O caus já se instalou
Aqui no Chile

Já apareci na tv
Todos os jornais têm minhas fotos
Minha casa não pude mais ver
Vão todos pra PQP

(refrão)

As ajudas do governo são tantas
O dinheiro chegou rápido
Mas o problema maior
É a minha fome

(refrão)

Cada caso é um caso
Isso já vi noutro lugar
Já vou parar de cantar
Pois o choro é muito

(refrão)

Introdução a Intertextualidade

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Gênero: Comédia.
Atores: Selton Mello, Débora Falabella, Virginia Cavendish, Bruno Garcia, Tadeu Mello André Mattos, Lívia Falcão, Marco Nanini, Paula Lavigne e Aramis Trindade.
Direção: Guel Arraes.
Idiomas: Português.
Legendas: Português.
Ano de produção: 2003.
País de produção: BRA.
Duração: 110 min.
Distribuição: Globo filmes.
Região: 4.
Áudio: Stéreo.
Vídeo: Widescreen.
Cor: Colorido.
Classificação: Livre.



Lisbela (Débora Falabella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).

A história, assim como a literatura medievalesca, se apresenta através de uma cantiga moderna caracterizada na figura do personagem Leléu, que vaga através de cidades do interior nordestino como um legítimo trovador. Se observarmos as rimas presentes nas falas do personagem, logo identificaremos as cantigas trovadorescas com as respectivas falas. Há presença de intertextualidade como por exemplo na cena em que o personagem Leléu se disfarça de Monga, a mulher gorila e se apaixona por Lisbela, ao relacioná-la com a cena vista pela personagem no filme O Médico e O Monstro. O filme á ainda quase que totalmente metalinguístico, já que se auto-explica ao relacionar personagens e situações comuns em todos os filmes para contar a sua própria história, como por exemplo: a presença do mocinho, do bandido, do herói, da mocinha e toda a caracterização destes personagens em vários filmes e contextualizado na sua história. Enfim, trata-se de uma obra contemporânea, já que se utiliza de metalinguagem, intertextualidade e características populares/medievais sem fazer com que uma se sobressaia à outra e ainda consegue agregar uma sonoridade atípica ao enredo. Assim, o filme se torna um bom exemplo do período modernista brasileiro, que pregava o casamento entre diversos estilos em prol do enriquecimento da arte como um todo.

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